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HÉLIO TAQUES




 

Cotidiano

De: HÉLIO TAQUES

 

Na grande metrópole os segundos são contados como os anos da vida, a importância deles traz uma eficácia para todas as pessoas que ali se prendem. Uma rua movimentada como a que estou agora, as pessoas se vestem para não serem percebidas, porque se quisessem, andariam de outro jeito. Repare naquela mulher de batom vermelho andando desde a cinco horas da manhã, parece preocupada com algo, até arrisco em dizer, talvez saúde! Logo mais à frente você consegue perceber os travestis enganando os heterossexuais? É estranho ver de repente uma senhora vestida distintamente, ao redor dessas bandas portuárias, sabe lá o que tem por debaixo dessas saias estilo anos 40? Sinceramente, não se sabe mais o distinguir que é lúgubre e o que é júbilo.

Estou num prédio de sessenta andares, daqui de cima posso ouvir a estação do trem, e o choro de quem há mais de dez anos não chora, consigo ouvir o lamento de uma mãe desesperada e os estilhaços de uma janela quebrada por uma bala perdida. De repente ao mesmo tempo observo novas caras migrando à cidade, quem não aguenta o rojão não passa de meia hora nesse desespero de segundos, talvez caçar perdiz no mato, valha-lhe muito mais.

Você consegue sentir o cheiro das flores das várias mangueiras ali embaixo ? não? Não consegue, porque está atento no olhar triste de quem está só, pois se reconhece, mas não consegue ser solidário. Daqui do lugar onde estou, o vento bate no rosto, é impossível esquecer este momento, até as memórias mais fracas e os espíritos mais atentos, não conseguem sentir a brisa fresca do amanhecer, porque para alguns está amanhecendo, para outros anoitecendo e para muitos não há nada, apenas segundos.

Posso enxergar o coração de um apaixonado e sentir suas expectativas, mas os segundos interrompem com os seus preconceitos.

Nessa hora, é o horário propício para uma boa macumba, para se noticiar o fim de um casamento ou quem sabe uma assaltante de comida, a fome? Quem liga para ela, os segundos não deixam a gente senti-la! Agora é o horário de quem mora longe, chegar à única escola e se deparar com um luxuoso ensino de um país de primeiro mundo, mas há um quadro negro feito de madeirite improvisado.

Você consegue enxergar a luz da cidade? Há pouco foi embora, apenas uma vela acessa, você consegue ver?

Na praça começam dar os primeiros sinais de que o que acabou vai começar em seguida, os pedintes, os mendigos, os alto-falantes, as pessoas, o vendedor e seus problemas, o surdo e não se esqueça do mudo! Até ele tem seu som.

O garçom antes de fechar o bar dá uma olhadinha para ver se ninguém o vê, ali começa sua noite, em pleno amanhecer de uma segunda-feira.

 Daqui onde estou, pode se ver a delegacia, lá parece tranquilo, as pessoas lá se importam muito com o que acontece! Veja!  os carros estão até parados, você consegue ver?  Mas vai chegar serviço pro delegado mais uma vez.

Daqui você consegue ver crueldade e milagres, o nascer de uma esperança pelas mãos de uma desesperança. Que mãe jogaria sua recém nascida? Isso não acontece por aqui! não é mesmo?

E assim o cotidiano parece contar os segundos para acabar, mais não acaba, porque está cheio de coisas curtas, mal acabadas, incompletas, invividas, sem vida, sem cotidiano!

Daqui do alto a única coisa que consigo ver, é um grilo cantando no silêncio do amanhecer, e você?  consegue ver? Ou só simplesmente escuta a cantoria?

 

 

 

 

 



Escrito por HÉLIO TAQUES às 13h05
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E aqueles que não falam o português?

                                           HÉLIO TAQUES 

 

Porá,  

A língua em questão?

Sê,

Um falante!

Quando vir,

Uma palavra que não usa

Não confunda você !

Coloriria,

Todas as palavras para ficarem perfeitas,

Assim...

Quedariam,

Nos lábios dos sem dentes.

 

(poesia - Bocas que não murmuram)  

 



Escrito por HÉLIO TAQUES às 18h44
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Dramaturgia - divulgação preto.jpg



Escrito por HÉLIO TAQUES às 13h59
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Meu primeiro vídeo no youtube! Assistam !!!!

 

http://www.youtube.com/watch?v=k0GyzFoYFgU

 



Escrito por HÉLIO TAQUES às 22h46
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Além de professor, ator, escritor e diretor de teatro, andei dando uma de coreógrafo na escola onde eu trabalho. Os alunos Claudimar, Luis Antonio, Matheus Vilela e Manoel Neto, e as alunas, Ingridy, Ludmila, Karine e Kamila dançaram ao ritmo da música STEPPIN' TO THE BAD SIDE. foi um máximo, achei super legal, e a coreografia ficou linda!

confiram!

 

http://www.youtube.com/watch?v=Q7EkEvyB8YA



Escrito por HÉLIO TAQUES às 11h26
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Canto dos pássaros!

                                                                                                 De: Hélio Taques

 

Cuiabá

Haverá

Biguá                                                                                                                                                                                                    

Acolá?

                

 

                      Sei lá?

                                                   Caracará

                                                   Coro-coró

                                                                Curió

 

                                                                                                  O homem vai viver só.

                                                                                

 

 



Escrito por HÉLIO TAQUES às 20h58
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Alunos se preparando para apresentar uma encenação de " el chavo del ocho" em espanhol, escrita por mim. 

Elenco: 

Ana 

Milena 

André 

Rafael 

Gabriel 

Maria 

Lucas



Escrito por HÉLIO TAQUES às 22h49
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Onde a tranquilidade paira sobre o véu da pertubação, ali estarei a observar a sublime magnitude do ser.

(Hélio Taques) 



Escrito por HÉLIO TAQUES às 01h20
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A Tormenta de Quinquinha!

De: Hélio Taques


                                                                

Sempre saía de sua casa no horário, sua roupa parecia combinar com as cores do muro, seu batom era de um tom avermelhado que às vezes lhe causava uma sensação de morte.

Naquele dia em que o sol queimava seus lábios sem batom , houve uma grande tormenta em sua vida!

Maria Joaquina, Quinquinha, como era chamada pela vizinhança, saíra de casa duas horas mais cedo, seu José estranhou:

- Já vai minha filha? Está tão escuro ainda, mal chegou!

E ela cética respondeu:

-Realmente está cedo,  para o senhor cuidar da vida das pessoas.

 Nunca respondera daquela forma, andava sempre bem humorada. Seu José que se levantava às 5:00 para varrer a calçada, apenas resmungou e continuou varrendo as folhas de sete copas.

Já se passava pouco mais de meio dia quando finalmente resolveu entrar na clínica, Quinquinha que era cobradora de coletivo não fora trabalhar naquela manhã de sexta feira.

Voltemos à noite passada.

Carlos seu antigo namorado, lhe havia reencontrado em um ambiente inóspito, em que as moscas pareciam gente querendo devorar a gordurosa carne da churrascaria de rodízio barato. Ela a princípio  se excitou em sentar-se à mesa, mas Carlos insistiu:

- Senta minha querida! Há muito tempo que não a vejo!

Ela sussurrou timidamente:

- Não posso, tenho marido!

Quinquinha tinha uma fidelidade inabalável. Mas o charme dos olhos de mel e os cabelos indianos de Carlos, realmente a seduziram.

Carlos se levantou, puxou uma das cadeiras e balbuciou:

-Senta, hoje é por minha conta.

A conversa entre Carlos e Maria Joaquina perdurou até a noite, logo depois da churrascaria foram ao Sexy Motel. O  batom  de Quinquinha parecia marcas de sangue na branca cueca  de Carlos, no lixeiro do banheiro do motel já constavam seis preservativos usados, e muito exausta Quinquinha disse:

-Essa é a última Carlos, meu marido não gosta que chego em casa tarde.

Carlos cinicamente respondeu:

- Quem? O José?

E mais uma vez naquela noite Quinquinha gemeu de prazer. E ao final do gemido, Carlos gritou:

- Não! Não é possível!

Assustada Quinquinha indagou-o:

- Que aconteceu?

- O preservativo estourou!

- Fica calmo, eu tomo anticoncepcional

- Oh! minha linda, não é isso,  há mais de um ano, eu  sou soro positivo!

Naquela madrugada começava a tormenta de Quinquinha!

 

 

 



Escrito por HÉLIO TAQUES às 00h59
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Escrito por HÉLIO TAQUES às 17h38
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Não entendo...
Por: Hélio Taques

A dúvida do amor, não passa de exaltação dos nervos psicológicos
Ainda que meu coração bata num ritmo pulsante, não consigo compreendê-lo.
Meu deus, cada suspiro que dou, levo meus olhos para o fundo da minha alma.
O que será que perdi em outra vida? o que será que fiz em outra vida?
Não é possível que o amor seja sinônimo de dor.
Ainda que minha mente não saia do meu coração, não posso mais controlar meu atos
Meu deus, cada movimento que faço, faço-o por alguém
O que será que deixei de amar em outra vida? o que será que deixei de fazer em outra vida?
Pois o que sofro nesta, não acho explicação.





Escrito por HÉLIO TAQUES às 23h41
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O ouro da Literatura Regional
Por: Hélio Taques

A maior crítica literária de Mato-grosso amplia os olhos dos docentes deste estado num curso em comemoração ao centenário da morte de Machado de Assis. O mundo já falou de Machado de Assis, talvez até mais do que o próprio santo que esse poeta carrega no nome, Machado ampliou a arte da boa literatura e com a pena da galhofa e a tinta da melancolia escreveu a matéria íntima da realidade universal. Yasmin Nadaf faz revisitar Machado, vivenciá-lo, dá brilho as mentes dos professores com sua sabedoria e abre caminhos pra o ensino literário nas escolas. John Dewey grande representante da educação progressista escreveu certa vez “o problema do aluno encontra-se na matéria. O do professor é saber o que faz a mente do aluno com a matéria” e Nadaf sabe fazê-lo tão bem que a cada pincelada que faz de Machado, nossas mentes parecem girassóis que encontram a luz do sol, o tempo-espaço ganha outra dimensão e entramos na alma de Quincas Borba, Capitu, Brás Cubas, e redescobrimos Machado depois de cem anos de sua morte por uma voz doce, uma figura fina , uma sensibilidade literária e um vasto conhecimento de causa, de uma professora que há tempo os próprios professores não viam.
Yasmin é crítica literária , mas parece transcender a figura cética que essas figuras carregam em si e passa denotar a beleza crítica que poucos possuem além Machado.
Machado e Yasmin está para a educação e conhecimento como a fé está para Deus, uma relação em que todos ganham, aprendem, vivenciam e reconstroem a forma de ensinar a literatura clássica numa educação que está distorcida, que não valoriza o letramento literário, e faz discursos com educação superficial.
O curso Revisitando Machado não foi só um curso, foi uma faculdade que muitos não tiveram, Machado não foi só um poeta estudado, foi à teoria de aprendizado e a Yasmin não foi só uma palestrante, foi a professora no sentido real da palavra: Educação!



Escrito por HÉLIO TAQUES às 00h38
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Maria Taquara

                 de: Hélio Taques

 

Eu sou de Cuiabá

Não nego meu sotaque

faço angu de fubá.

E danço no ritmo do atabaque.

 

Eu sou Maria taquara

Maria pobre,descalça

Não me cutuca com vara

Que eu visto minha calça.

 

Ando por Cuiabá

Fazendo estripulias

Bebendo meu guaraná

E cantando minhas cantorias.  

 

Fumo cigarro de palha

Debaixo da mangueira

Meu general usa farda

Ele goza comigo a noite inteira.

 

Sou livre como tuiuiú

Só não gosto da fome

Ela fede que nem o jaburu

Na magreza daqueles que somem.

 

Meu nome é Maria

Chamam-me de taquara

De noite, não faço romaria,

eu viro pau de arara.



Escrito por HÉLIO TAQUES às 11h04
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Meu Veterinário Ligou

Por: Hélio Taques


Avenida principal de uma grande metrópole rural.
João da Luz, homem de 33 anos, vivia ali há mais de 20, da janela do seu quarto podia ver o terminal rodoviário, sempre sozinho, o seu olhar procurava companhia na janela da sua sala que dava de frente para a avenida principal. Havia muito barulho à noite e ele quase não conseguia fechar os olhos.
Ontem, 12 de agosto, João da luz chorou no escuro do seu banheiro, tinha acabado de receber uma ligação. Pelo tom de sua voz, era sobre alguém que lhe causava muita estima. Há mais de dez anos que João da luz não conseguia chorar.
Hoje pela amanhã, eu o vi, e ele deixou escrito uma crônica intitulada “o gato suicida”, tomou seu café amargo, acendeu seu cigarro e dormiu.
14 de agosto, a página principal do jornal “o movimento” anuncia: homem morre após tomar ácido no café em plena sexta-feira 13.



Escrito por HÉLIO TAQUES às 00h00
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  A MiTi  é direcionada ao público infantil e infanto-juvenil e vem para atender aquela premissa básica de que é na infância o momento mais propício para se estimular aprendizado e o desenvolvimento de qualquer habilidade. E, no caso de uma atividade artística como o teatro, o fato da criança conviver com a arte nos primeiros anos pode ter um significado ainda mais marcante para a sua vida. o Edital da MITI 2008 sai em Março pelo site:

http://www.mostrainfantil.com.br



Escrito por HÉLIO TAQUES às 23h25
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